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Category Archive SAMBA

MORRE UBIRANY DO GRUPO FUNDO DE QUINTAL

O mundo do samba está de luto. Morreu Ubirany Félix Do Nascimento, mais conhecido como Ubirany, aos 80 anos, um dos fundadores do tradicional grupo Fundo de Quintal, por complicações da Covid-19, na manhã desta sexta-feira, dia 11. Ele estava internado há mais de uma semana em uma clínica na cidade do Rio de Janeiro. A assessoria confirmou o falecimento do cantor ao EXTRA e depois divulgou uma nota oficial em suas redes sociais. Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento de Ubirany, que além de cantor, era compositor e instrumentista brasileiro.

Há oito meses, o cantor Sereno, outro integrante do grupo, foi diagnosticado com Coronavírus. No entanto, ele não chegou a ser hospitalizado. Sobre a morte de Ubirany, a assessoria disse, ainda, que a família e os amigos “se manifestarão em momento oportuno e espontâneo.

Nota oficial: falecimento do sambista Ubirany, do grupo Fundo de Quintal, por complicações da Covid-19*. É com grande lamento que o grupo Fundo de Quintal, por meio de sua assessoria de imprensa, vem a público informar o falecimento, na manhã desta sexta-feira (11), de Ubirany Félix do Nascimento, ‘nosso querido’ Ubirany, aos 80 anos de idade.

O sambista estava internado no hospital por complicações decorrentes de sua contaminação por Covid-19. A assessoria informará, posteriormente, questões sobre velório e sepultamento do sambista. Pedimos respeito ao luto de amigos e familiares, que se manifestarão em momento oportuno e espontâneo”, diz a nota.

Ubirany introduziu o repique de mão

Ubirany foi o responsável por introduzir o repique de mão no mundo do samba, instrumento que ficou identificado ao Fundo de Quintal, conjunto musical que ajudou a fundar na década de 1970, ao lado de Bira Presidente e Sereno. Um trio percursor que se manteve unido até este dia 11 de dezembro de 2020.

Foi no Fundo de Quintal, que tem 40 anos de sucesso e um dos mais tradicionais sambas, na quadra do Cacique de Ramos, a Zona Norte do Rio, que surgiram grandes nomes do berço do samba nacional, como Jorge Aragão, Sombrinha, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Walter Sete Cordas, Cleber Augusto, Neoci e Mario Sérgio.

“O tempero dessa receita é a assinatura inconfundível do grupo. Na primeira batida do tantã, do repique de mão e do pandeiro, todo mundo já sabe que vai ouvir samba da mais alta qualidade. No palco, Bira Presidente – que além de exímio pandeirista – é dono absoluto do samba no pé e junto com Sereno e Ubirany forma o trio pioneiro do Fundo de Quintal. Sereno, além de cantor e compositor, é o inventor do tantan e Ubirany, o criador do repique de mão. E assim como o irmão Bira Presidente, Ubirany não deixa ninguém parado quando risca o chão”, diz a descrição sobre o grupo no site oficial.

GRUPO FUNDO DE QUINTAL

Fundo de Quintal é um grupo de samba formado no Brasil no final da década de 1970. Surgido a partir do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, da cidade do Rio de Janeiro, o grupo tornou-se uma referência original no subgênero pagode.


Composto principalmente por sambistas da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, o Fundo de Quintal se caracterizou por usar instrumentos — até então pouco comuns em rodas de samba — como o banjo, o tantã, o repique de mão. Registre-se que, no Fundo de Quintal, o banjo usado, era (e ainda é) o famoso banjo-cavaquinho, instrumento inventado por Almir Guineto (um de seus expoentes) e seu parceiro do também grupo musical Originais do Samba, Mussum (o comediante).

Tendo como “madrinha” a cantora Beth Carvalho, o grupo gravou vários álbuns, alguns deles discos de Ouro e Platina. Alguns de seus maiores sucessos são “A Batucada dos Nossos Tantãs”, “E Eu Não Fui Convidado”, “Boca Sem Dente”, “Ô, Irene”, “O Show Tem Que Continuar”, “Do Fundo do Nosso Quintal”, “Só pra Contrariar”, “Miudinho”, “Bebeto Loteria”, “Não Vai na Conversa Dela”, “”Vai Lá Vai Lá””, “Parabéns pra Você”, “Andei, Andei”, “Malandro Sou Eu”, “Tô Que Tô”, entre outros.

O grupo teve como primeira formação com os sambistas Almir Guineto, Bira Presidente, Jorge Aragão, Sombrinha, Neoci, Sereno e Ubirany. Entre saídas e entradas de integrantes, o Fundo de Quintal já contou com Almir Guineto, Cleber Augusto e Mario Sergio.

Presente

Em 2003, ao lado de Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Dudu Nobre, o Fundo de Quintal foi uma das atrações especiais do “Festival Fábrica do Samba”, apresentado no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Ainda naquele ano, foi lançado o álbum “Festa pra comunidade” e o violonista Cleber Augusto afastou-se do grupo para seguir carreira solo.

Em 2004, gravaram seu primeiro DVD, lançado pela Indie Records, com participações de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Sombrinha, Beth Carvalho, Dudu Nobre, Jorge Aragão, Demônios da Garoa, Leci Brandão, Luiz Carlos da Vila e Dona Ivone Lara.

Em 2006, lançaram o CD “Pela Hora”. Em 2007, lançaram o DVD ” O Quintal do samba”; em 2008, lançaram o DVD “Samba de todos os tempos” ; Em 2009, lançaram o DVD “Vou festejar”.

Em 2011, lançaram o CD “Nossa Verdade”, pela gravadora Biscoito Fino.

Ao final de 2008, Mario Sergio deixou o grupo para seguir carreira solo, mas em 2013 retornou ao grupo. Nesse período de afastamento, foi substituído por Flavinho Silva, que posteriormente foi substituído por Délcio Luiz.

O vocalista do grupo, Mario Sérgio, morreu na madrugada do dia 29 de maio de 2016, aos 58 anos de idade, num hospital em Nilópolis. Em seu lugar, entrou o ex-cantor da escola de samba Vai-Vai Marcio Alexandre.

 

Velhos e novos bambas no “Samba Social Clube 2”.

Velhos e novos bambas no “Samba Social Clube 2”.

“Nova Geração Vol. 2”, o novo lançamento do Samba Social Clube (projeto da Super Tupi FM, do Rio, inspirado no festejado programa homônimo semanal da emissora), chega hoje às plataformas. A gravação do segundo volume do DVD ocorreu em novembro de 2018, no Teatro Popular Oscar Niemeyer, como parte das comemorações do aniversário de 444 anos de Niterói e em homenagem a Arlindo Cruz.

Com direção musical de Alceu Maia e produção de Bruno de Paula e Eduardo Chaves, o DVD mostra ao público o trabalho de sete artistas da nova geração do samba: Inácio Rios, Mosquito, Arlindo Netto, Renato Milagres, Mingo Silva, Nego Álvaro e Marcelle Motta.

No repertório estão sambas inéditos nas vozes dos novos talentos: “Samba Pros Poetas” (Inácio Rios e Diogo Nogueira); “Virada” (Manu da Cuíca e Marina Íris); “Ofício Sambista” (Claudemir e André Renato); “É Lenha” (Mingo Silva, Nego Álvaro e Mosquito); “Pra Te Encontrar” (Nego Álvaro) e “Ouvi Dizer” (Mosquito e Teresa Cristina), entre outros.

A roda de samba conta com participações especiais de Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal e Moacyr Luz, cantando junto com a nova geração de sambistas. A grande homenagem a Arlindo fica por conta de seu amigo Zeca e do filho Arlindinho, interpretando juntos “Dor de Amor”(Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Acyr Marques).

O novo DVD do Samba Social Clube, “Nova Geração, Vol. 2”, está disponível nas plataformas digitais via ONErpm e o projeto completo está disponível no canal do Samba Social Clube no YouTube.

JORGE DAS GRAÇAS TOMAZ DE FLORÊNCIO, NOME ARTISTICO: JORGE FLORÊNCIO

NASCIDO EM SÃO PAULO EM 02.07.1969 FILHO DO SAUDOSO JUCA DA VELA CANTOR E COMPSITOR, SEGUE OS PASSOS DO PAI, COMPONTO, PRODUZINDO E ACOMPANHANDO VARIOS ARTISTAS NO CENÁRIO CENOGRÁFICO, COMEÇOU A CARREIRA MUSICAL EM 1991 COMPONDO SUA PRIMEIRA MUSICA PARA SUA FILHA ONDE NESSE PRIMEIRO TRABALHO JÁ GANHOU DOIS FESTIVAIS. A MUSICA CHAMA THAÍS

EM 2012 COM O SAMBA RAIZ DA RAIZ TEVE UMA GRANDE VISIBILIDADE CHEGANDO NA FINAL DO EXPOSAMBA , MAIOR FESTIVAL DE SAMBA DO PAÍS

TEM MUSICAS DE SUA AUTORIA GRAVADA PELO SAMBA DA VELA, CAPRI, MARQUINHOS DIKUAN, GILDA NUNES , PROJETO SAMBA DE TODOS OS TEMPOS, FLAVINHO BATUCADA , CACA BARBOSA, RENATA PIZI, TOINHO MELODIA, JILO FERA, KARINA CRISLEO, MILA PAZ, DENIZ ELOY, DENTRE OUTROS.

RECENTIMENTE PRODIZIU UMA COLETÂNIA DE MUSICAS GRAVADAS PELA CANTORA RENATA PIZI ONDE LANÇOU SEU GRANDE SUCESSO – MEDO FEROZ FAZENDO UMA TURNE EM TERESINA, ESSA MUISICA ESTA SENDO TOCADA EM VARIAS RADIOS DO PAÍS. ATUALMENTE PRODUZINDO JUNTAMENTE COM O GRANDE MÚSICO E COMPOSITOR FLAVINHO BATUCADA UM CD AO VIVO COM DUAS MUSICAS INÉDITAS SENDO UMA DELAS UMA BRINCADEIRA CHAMADA “ TU TRABALHA COM QUE “ ONDE TODO MUSICO JÁ PASSOU POR ISSO. POVO CHEGA E PERGUNTA AOS MUSICOS ALEM DE TOCAR CANTAR, TU TRABALHA COM QUE ? . NA VERDADE ESTAMOS FAZENDO UM PROTESTO E VALORIZAÇÃO DO MUSICO POIS MUSICO É PROFISSÃO, E A UM ANO INTEGRA O GRUPO MUSICAL “ SOMO COM A GENTE “ O QUAL VEM SE DESPONTANDO E LANÇOU A MUSICA DE SUA AUTORIA E DO MESTRE CAPRI – ENTRE A RAZÃO E O QUERER QUE JÁ ESTA NA BOCA DA GALERA.

CONTATATO
(O11) 9-6845-7266 CLARO 9.7266-9552 VIVO
LINK PARA ALGUMAS DAS MUSICAS GRAVADAS

Grupo Soma Com a Gente

O Grupo Soma Com a Gente foi fundado em 05/02/2018, e não existi data melhor do que um bom convite de uma pessoa iluminada “ Pati Antão “ para se começar uma historia, a qual relatamos a todos vocês com muito prazer.

No mês de fevereiro o compositor Jorge Florencio recebeu um telefonema da Pati Antão, Produtora do Programa Roda de Samba da 105 FM para participar do Pedágio da Radio 105 FM onde o mesmo convidou alguns amigos para participar e fazer um Samba. O Astral foi tão bom que recebemos o convite para participar de outro pedágio em Carapicuíba onde fomos muito bem recebidos e de lá para cá não paramos mais de acompanhar o pedágio e também participar de shows e eventos

Hoje atualmente o Soma com a Gente é formado por 9 componentes

Andinho – Pandeiro, Tamborim e Voz

Robson -Repique, Rebolo e Voz

Jefferson – Repique de Anel e Cuíca

Gerson Lopes – Pandeiro e Caixa

Jorjão – Banjo, Cavaco e Voz

Kadzu Torres – Violão e Voz

Wellington – Cavaco, Banjo e Voz

Bartolomeu – Tantan

Jorge Florêncio – Banjo e Cavaco

O objetivo do grupo é proporcionar ao nosso público muita alegria
e satisfação em nossas apresentações.

Samba do Trabalhador volta a ser suspenso por causa da Covid-19

Samba do Trabalhador, roda de músicos que acontece toda segunda-feira no Andaraí, Zona Norte do Rio, voltou a ser suspenso por causa da pandemia de Covid-19.

Desde a retomada, dia 19 de outubro, foram seis edições, em um novo formato e observando as medidas sanitárias, como a redução a um terço da capacidade.

Líder da roda de samba, o cantor e compositor Moacyr Luz explicou que, mesmo com todas as regras de higiene, o cancelamento temporário “é a melhor decisão por precaução”.

O Rio enfrenta desde a semana passada uma alta nas internações por Covid-19, tanto na rede SUS quanto nos hospitais privados.

Público passou a curtir o Samba do Trabalhador, de Moacyr Luz, das mesas e não mais em pé ao lado dos músicos por conta da pandemia — Foto: Mauro Pimentel/AFP

Público passou a curtir o Samba do Trabalhador, de Moacyr Luz, das mesas e não mais em pé ao lado dos músicos por conta da pandemia — Foto: Mauro Pimentel/AFP

De roda a show

Por conta da pandemia, o público não ficava mais ao redor dos músicos. Cantores e instrumentistas ocupavam um palco, e os frequentadores, na plateia.

“Não é mais uma roda. As pessoas não ficam mais ao nosso redor”, explicou no mês passado Moacyr Luz, de 62 anos.

O Samba do Trabalhador há 15 anos anima nas tardes de segunda-feira um público de até 1,5 mil pessoas no Clube Renascença. Foram sete meses de paralisação até a retomada, em outubro.

Para o compositor, um dos pesos pesados do gênero no país e cujo último álbum foi indicado ao Grammy Latino 2020, fazer samba sem multidão é como marcar um gol e não poder comemorar.

“Não tem aquela naturalidade da roda. Mas o samba está rolando. Estamos vivendo uma transformação, tem que se adaptar”, ressaltou Luz.

Dia Nacional do Samba é celebrado nesta quarta-feira (2)

O samba é brasileiro ou o brasileiro é o próprio samba? Ambas afirmações têm o sentido de tanto faz. O samba tem a cara do Brasil. O ritmo, que saiu das periferias tomou conta do País, e tem seu dia comemorado nesta quarta-feira (2), acabou tornando-se mais que um gênero musical, transformando-se em um fenômeno social.

A data, apesar de não oficial, é celebrada em muitos estados, principalmente no Rio de Janeiro e na Bahia, onde projetos de lei foram aprovados, desde a década de 1960, perpetuando, assim, um dia exclusivo para este artefato cultural tradicional, que representa a nação perante o mundo.

Surgido no século XIX, a partir dos antigos batuques trazidos pelos africanos que vieram escravizados para o Brasil, o ritmo consolidou-se no Rio de Janeiro, embora tenha sido na Bahia, segundo relatos históricos, que o samba tenha sido criado. Com raízes negras e, geralmente, associado a elementos religiosos, um tipo de ritual era feito através dessa música e sua dança.

Democrático até na hora de ser reproduzido, o samba pode ser acompanhado ao som das palmas. Tradicionalmente, é tocado por instrumentos de corda e percussão, como cavaquinho, violão, pandeiro, surdo e tamborim. Com sua popularização pelo Brasil, outros sons foram introduzidos e novos segmentos a partir dele foram criados.

O samba-enredo e as marchinhas engrandecem as escolas de samba e os blocos carnavalescos. O de gafieira enfeita e anima os salões de dança. O partido alto mistura improviso e a dança, e se aproxima do samba raiz. Entre suas muitas vertentes, o pagode, com um tom mais eletrônico, ganhou força e tornou-se destaque entre os filhos ‘mais novos’ do gênero. Apesar das particularidades, cada desdobramento tem características fiéis ao gigante que os gerou.